Publicado em Deixe um comentário

Incêndio na boate Kiss volta à tona: julgamento dos réus

homem tocando música na boate para remeter à tragédia de incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, RS

Nos últimos dias, os noticiários estão relembrando o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Na semana passada, houve o júri popular dos envolvidos na morte de 242 pessoas e deixou 636 feridas, em 27 de janeiro de 2013.

O júri popular foi em Porto Alegre. O caso levanta o alerta para a importância da instalação de um sistema de detecção de incêndio. Ou seja, de uma central de alarme que funcione efetivamente

Neste artigo, entenda o que é preciso para garantir segurança contra incêndios em lugares fechados. Além disso, saiba os motivos que mostram a necessidade de ter e dar manutenção aos dispositivos de proteção e alerta de incêndio.

A condenação dos envolvidos pelo incêndio na boate Kiss

Os quatro réus acusados pelo incêndio que matou 242 pessoas dentro da boate em Santa Maria foram sentenciados pelo juiz Orlando Faccini Neto, do Rio Grande do Sul. Segundo a CNN Brasil, as condenações valeriam a partir do anúncio do juiz. Mas, o caso segue sem uma definição.

O desembargador Manuel José Martinez Lucas do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), concedeu um habeas corpus preventivo a um dos réus. Isto é, o documento valia para os demais presos.

Este documento impedia o cumprimento imediato das penas que foram de 22 anos e 6 meses de reclusão para Elissandro Callegaro Spohr, um dos sócios da boate Kiss. Pena de 19 anos e 6 meses de reclusão para Mauro Londero Hoffmann, para o outro sócio.

Além disso, o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, teve pena de 18 anos de reclusão. E a mesma condenação foi para Luciano Bonilha Leão, auxiliar da banda.

Quatro condenações

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a prisão dos condenados pelo incêndio da Boate Kiss, na terça-feira, dia 14.

No entanto, o resultado do julgamento da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça sobre o habeas corpus em favor dos condenados em tribunal de júri, deveria ser publicada apenas na sexta, 17.

De acordo com o TJ-RS, a sessão ainda não tinha sido concluída, porque faltava o voto de um dos desembargadores, que ainda está analisando o caso.

Ainda de acordo com a CNN Brasil, na noite de quinta, dia 16, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, decidiu pela manutenção da prisão dos condenados pelo incêndio na boate Kiss.

O parecer foi para sustar a eventual concessão de habeas corpus em favor dos quatros réus condenados pela tragédia.

O drama das vítimas para saírem durante o incêndio na boate Kiss

Vítimas que sobreviveram ao incêndio na boate Kiss, como o engenheiro de segurança, Emanuel Pastl, de 27 anos, aponta algumas falhas no local do incêndio, por exemplo:

  • saída única de emergência;

  • falta de percepção do risco de se fazer um show pirotécnico em local fechado;

  • material inadequado para isolamento acústico;

  • extintor despressurizado;

  • ausência de alarme de incêndio;

  • sistema de distribuição de ar carregando a fumaça para onde as pessoas saíam;

  • carência de sinalização de emergência indicando a saída do local.

Essas informações foram repassadas durante uma entrevista do Emanuel para a reportagem do G1.

Dessa forma, podemos ver como a iluminação de emergência teria papel de suma importância para mostrar a saída aos jovens que estavam dentro da boate.

A importância da iluminação de emergência

Segundo os relatos dos sobreviventes, o centro de distribuição de energia caiu, deixando o local escuro. Consequentemente, a iluminação de emergência não funcionou.

Houve outra situação que agravou a saída turbulenta dos jovens, durante o incêndio na boate Kiss. A confusão com a claridade que vinha através da janela do banheiro. Isso confundiu quem foi para o banheiro atrás de uma saída alternativa.

Por outro lado, a iluminação de emergência é fundamental em caso de explosões, incêndios, curtos-circuitos, panes no elevador ou falta de energia elétrica, entre outras situações.

E, mais importante do que tudo isso, a luz de emergência serve para indicar rotas de fuga em casos de emergência para evacuação do local.

Em resumo, os especialistas em elaboração de projetos de prevenção contra incêndio orientam a instalação das luzes de emergência em pontos estratégicos. Por exemplo em escadas, corredores, adegas, salões de eventos, estacionamentos e muito outros locais.

Ausência de alarme de incêndio na boate Kiss

Outro fator que chamou a atenção das vítimas é não ter um alarme de incêndio. Algumas pessoas pensaram que era briga, quando na realidade o local estava pegando fogo.

Existem, por exemplo, sensores de gás, sensores de fumaça, sensor termovelocimétrico, sensor de fumaça contato seco e vários outros dispositivos que poderiam ter ajudado a minimizar os efeitos dessa tragédia.

Um acionador manual com sirene já faria a diferença para evacuação das pessoas na boate. O acionamento deste dispositivo é feito pelo botão NA ou quebra vidro, sirene embutida. Ele é acionado acionado em caso de ocorrência de incêndio.

Isto é, quando acionado, o dispositivo envia um sinal para a central de alarme de incêndio gerando o sue disparo.

Este equipamento possui placa opcional de saúde auxiliar para a sirene externa. Sendo assim, isso ajudaria bastante no caso do incêndio da boate Kiss.

Ou seja, ele avisaria quem tivesse passando do lado de fora sobre a situação de emergência que estava ocorrendo dentro da boate. Além disso, o plug de acionamento da central permite o disparo geral de qualquer acionador do sistema.

Sensor de fumaça é fundamental para situações de emergência

sensor de fumaça linear

Outro dispositivo de extrema importância é o sensor de fumaça, por exemplo. Este é linear e ele monitora via feixe de luz elevados níveis de fumaça nos ambientes residências e comerciais.

Além disso, possui um emissor e um refletor. Consequentemente, ele é ligado nas centrais de incêndio Sécurité através do módulo de endereçamento.

Prevenção e segurança contra incêndio

Atualmente, além de ser engenheiro de segurança e atuar na segurança contra incêndios, Emanuel Pastl, contribui com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) elaborando protocolos e palestrando sobre o assunto como técnico e sobrevivente da tragédia da boate Kiss.

Aliás, por falar em ABNT, ela orienta quais são os dispositivos necessários para alertarem uma situação de incêndio. São eles: central de alarme de incêndio, detector de temperatura ou fumaça, acionador manual, sinalizador audiovisual e cabos blindados.

Recentemente, explicamos em nosso Blog sobre o por quê de se ter um sistema de detecção de incêndio. Sendo assim, vale a pena complementar sua leitura com este artigo bastante instrutivo.

A Sécurité tem os equipamentos eletrônicos mais modernos em proteção e alarme contra incêndio. Além disso, acumula experiência não só na produção desses equipamentos, como também em serviços de vistorias e manutenção. Conheça nossos produtos.

Se precisar de ajuda ou tiver alguma dúvida na instalação, entre em contato com um dos nossos consultores.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *